domingo, 25 de dezembro de 2011

A construção histórica do Natal

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Temos então dois fatos interessantes: Há controvérsia quanto a data do nascimento de Jesus em 25 de dezembro foi a data fixada, mas não se tem provas de que realmente foi neste dia que Jesus nasceu. Todo o mundo cristão aceita 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus. 
Para o cristão não importa o dia que Jesus nasceu. Na verdade ele deve nascer todos os dias em nossos corações e nos corações dos milhares e milhares que se entregam a ele todos os dias, todos os anos. A data atual de 25 de dezembro aceita como a data do nascimento de Jesus, foi fixada em 440 d.C. Esta data foi fixada para cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa "mitraica" (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos), que celebrava o "natalis invicti Solis" ("nascimento do vitorioso Sol") e várias outras festividades decorrentes do solstício do inverno, como os "saturnália" em Roma e os "cultos solares" entre os celtas e os germânicos.
A idéia central das missas de Natal revela claramente esta origem:as noites eram mais longas e frias, pelo que, em todos esses ritos, se ofereciam sacrifícios propiciatórios e se suplicava pelo retorno da luz.
A liturgia natalina retoma essa idéia e identifica Cristo com a verdadeira luz do mundo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Parapsicologia: Fenômenos Sobrenaturais (Milagre)

CURA: Cega vê sem pupilas:
Gemma di Giorgi, no final do século xx
(Através do S. Pe. Pio de Pietrelcina)


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Gemma Di Giorgi nascera sem pupilas. Cega incurável. Já garotinha foi visitar o famoso capuchinho Pe. Pio de Pietralcina. Instantaneamente, a cega de nascença recuperou a visão. Até hoje em numerosas verificações, os oftalmologistas constatam que Gemma Di Giorgi hoje freira enxerga normalmente. Mas constatam também, até estarrecidos, “a marca” de Lourdes: Vê apesar de continuar sem pupilas.

São Pe. Pio de Pietrelcina)


Os olhos de Gemma di Giorgi sem as pupilas


Gemma curada da cegueira







Extraído do Livro: ''Alguns Milagres na Historia da Igreja'' 
Relatos Veridicos


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O que há depois da Morte?



 


A vida continua ou não há mais vida?
Sim, ela continua. Uma vida feliz, dentro de parâmetros totalmente novos. Ou seja, a Ressurreição: sobrevivência do ser humano em novas dimensões, junto com Deus.
Para Tomás de Aquino ‘’Alma e corpo formam uma dualidade, um único princípio e uma unidade fechada’’. 
Não há separação de corpo e alma na morte. Somente uma correlação entre corpo e alma.
Depois da morte, o ser humano passa por vários estágios de uma possível conversão.                                                                                                                                  
A sobrevivência é uma dedução lógica da espiritualidade da alma e ela não pode ser destruída, corromper-se ou deteriorar-se. Apesar disso, a alma é incompleta. Precisa do corpo para agir. Só a unidade CORPO-ALMA pode agir.                    
Uma dificuldade: após a morte o corpo é enterrado, desfeito absorvido.                
Mas afinal o que é nosso corpo?
Todos os dias, desprendemos energia corporal pelo trabalho físico, intelectual, do próprio organismo... E recuperamos essa energia pela alimentação e respiração. Transformamos elementos da natureza em nosso corpo.
Assim fica fácil entender que a morte é apenas mais um processo de transformação da nossa energia corporal.
Ora, morrendo, deixamos alimentos e oxigênio e transformamos nosso corpo em luz, energia. Saímos do material para entrarmos na eternidade. E na eternidade não tem tempo.
 Todos os que já morreram já ressuscitaram. E estão felizes na presença de Deus. Alma e corpo glorioso (luz, energia), ressuscitado!



Profª. Márcia Côbero Parapsicológa
Vice-presidente do CLAP
                                                          

domingo, 2 de outubro de 2011

A sensação de sair do próprio corpo

Tem aumentado muito o interesse dos internautas por esta seção. Agradecemos! Selecionamos para esta semana o relato do Mauro, do Marcelino, do Luis Roberto, do... entre tantos.

Pergunta: 

“Me levanto e espanto-me ao perceber meu corpo sobre a cama.” “Realmente o espírito sai do corpo?” “Existe alguma vantagem nisso?”




Resposta:


OOBE ou OBE (out of body experiments) ou experiência corpo é o termo errado, escolhido para designar simplesmente um estado alterado de consciência. Um tipo de sonho diferente. Sonhos de viagens por lugares distantes ou desconhecidos são interpretados, por alguns, como um passeio fora do corpo. E não como produto da imaginação de quem sonha. 

Se a esse sonho se acrescentam experiências telepáticas ou clarividentes, a explicação fica ainda mais distante da hipótese verdadeiramente científica e o chamam de viagens astrais, projeciologia, etc.

Exporemos a explicação parapsicológica bem resumidamente: conhecimento a distância. Podemos designá-lo com as siglas PG ou ESP. Psigamma e Percepção Extrasensorial, respectivamente. Em outras palavras, trata-se apenas de ter conhecimento de coisas e fatos distantes de nós, mas uma adivinhação que não depende e supera nossos sentidos. 

Na maior parte das vezes trata-se apenas de uma sensação alucinatória... Raramente é uma projeção ectoplasmática à curta distância: fantasmogênese. A idéia que a pessoa tem de si mesma, de um morto, ou de algum vivo, espontânea e parapsicológicamente, pode ser plasmada externamente, com a exteriorização e transformação da energia orgânica corporal (ectoplasma). E não pode se afastar muito da pessoa que a exterioriza. 

Conclusão: ou imaginação ou fenômeno parapsicológico. Nada de sobrenatural. Corpo e alma não se separam nunca! 



 Marcia Cobêro é professora de Parapsicologia e Diretora Vice-Presidente do Clap

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Parapsicologia (Milagre)

Incorruptos
 
São muitos os santos cujos corpos ficaram incorruptos por anos depois da morte. Muitos deles continuam incorruptos; alguns também tem desprendido cheiro de rosas e tiveram outras manifestações milagrosas. Estes são sinais extraordinários que manifestam o favor divino nestes santos.
Deus disse a Adão: " Com a transpiração de sua face você comerá o pão, até que você volte à terra, pois dela você veio; já que és pó e ao pó voltarás -gen. 3,19. É o castigo para o pecado que todos os homens sofrem. Mas Deus quis preservar por um dom sobrenatural que desafia as leis da natureza, alguns homens e mulheres de santidade extraordinária.   
É Deus que preservou incorrupto os corpos mortais de alguns santos. Quis manifestar claramente Sua Glória, Seu absoluto poder sobre a natureza e testemunhar a santidade que Ele mesmo comunica por meio da sua Igreja aos homens, templos do Espírito Santo. Este milagre, que só acontece dentro da Igreja católica (todos os milagres em sua definição correta, só aconteceram em ambiente judaico –no AT, ambiente Cristão-antes do cisma, e ambiente Católico- após o cisma), brilha diante dos homens incrédulos de nosso século, mas eles não querem ver.   
Diferentes tipos: Muitos estão totalmente incorruptos até hoje, outros são durante algum tempo, outros vão secando muito lentamente mas sem as propriedades da corrupção. Por isso alguns estão recobertos de cera para os preservar da característica de negridão do tecido externo. É o caso por exemplo de Santa Bernardette Soubirous, Santa Catarina Labouré, São Vicente de Paula, Santa Vittoria, etc. Outros são conservados com escasso tratamento de cera: como o de Santa Catalina da Bolonha, Santa Margarita Redi, o de Sebastián Devoto de Aparicio (que se conserva na Cidade de Puebla, México) ou São Francisco Xavier (que se conserva em Goa, na Índia, e foi bem  maltratado pelos caçadores de relíquias ").    
Em alguns casos de santos não mais incorruptos, foram feitas representações de seus corpos realizadas com cera e seus restos mortais  colocados dentro destas imagens de cera: deste modo, por exemplo, São Pascual Baylón: feita imagem cópia do que era seu corpo incorrupto e reproduzido graças a quadros antigos, desde que foi profanado e queimado na guerra civil espanhola pelos comunistas; ou o corpo de Santa Inocência ou Santa Celeste: são belas imagens de cera que retratam com perfeição corpos humanos, mas são apenas imagens de cera que conservam em seu interior, os ossos destes Santos. Disso pode ter vindo a confusão de venerar uma imagem de cera (cópia do original), como um real e verdadeiro corpo incorrupto.     
No caso do corpo do Papa beatificado João  XXIII , é sabido que foi realizado certo tratamento de embalsamento para que suportasse o velório e as cerimônias, e há testemunho médico-científico. Mesmo assim é extraordinário que se preserve tantos anos.  

Veneração
 
Ao venerar estes corpos, reconhecemos a glória de Deus. Único que pode fazer este milagre e nós honramos a santidade, que queremos de coração, imitar.   
" Os corpos dos mártires sagrados e outros que vivem agora com Cristo; corpos que eram seus membros e templos do Espírito Santo, que um dia subirão para Ele e serão glorificados na vida eterna, podem ser venerados pelos cristãos. Deus dá muitos benefícios aos homens através deles ". (Concílio de Trento)    
É necessário distinguir três tipos de preservação: 1 - milagroso (incorruptível), 2 - feita através de meios científicos, 3 - natural e acidental.  
A incorruptibilidade é a preservação milagrosa e como tal, não obedece nenhuma lei natural e independe de qualquer circunstância (umidade, temperatura, tempo, substância química ou outros elementos). Eles não foram embalsamados ou tratados de nenhuma forma. Alguns suam aroma como perfume. 
Nem todos os corpos incorruptos se mantém igualmente indefinidamente.   
A incorruptibilidade não é mumificação. Os corpos mumificados são rígidos e secos.    

Lista de alguns corpos Incorruptos de Santos, Beatos e Veneráveis
Elaborada pelo Irmão Pio de Jesus Crucificado que atesta que são reais baseado nos documentos e testemunhos, ou até por fotografias. Alguns são documentados por peregrinações das Irmãs e do Padre Jordi Rivero (Alguns, não todos, estão ainda incorruptos):    


Beato Alessio de Riccione
Beato Aloysius Stepinac       
(Bispo Mártir com camada de cera)


Beata Ana María Taigi
(Leiga, Terciaria Trinitaria, com camada de cera),
-Santa Ángela Merici Seu corpo foi exposto por trinta dias.

Santa Aurelia
Revestida de cera

Beato Ángelo de Acri, capuchinho
com uma máscara de cristal para proteger o rosto

Santo Anselmo de Biaggio
(sem tratamento nenhum, corpo seco)
-São Bernardino de Siena. Seu corpo sangrou por muitos dias depois de morto e foi exposto por vinte e seis dias.
Cuerpo incorrupto de Sta. Bernardita
Bernardita Soubirous, vidente da Virgem de Lourdes
Morreu em 1879. Santa Bernardette se encontra incorrupta na capela de seu convento em Nevers, França, dentro de um caixão de cristal  onde parece estar dormindo. Sua doçura e paz ainda toca os corações. São celebradas missas junto a ela em várias ocasiões.
-Santa Catalina de Bolonia (Clarisa),
-Santa Catalina Labouré, Vidente da Virgem da Medalha Milagrosa
com tratamento de cera, está na capela das aparições na Rua de Vac, Paris. 
-
Santa Catalina de Siena (com tratamento no século XX e muito maltratada por caçadores de relíquias),
-Venerável Catalina de Jesús (Carmelita sem tratamento de cera),
-Santa Clara de Asís, fundadora das Clarisas, com tratamento de cera muitíssimos anos depois de sua morte. Em 10 de agosto do ano 1253 aos 60 anos de idade e  41 anos de vida religiosa, e dois dias depois que sua regra foi aprovada pelo Papa, foi ao céu receber seu prêmio. Em suas mãos estava a regra bendita, pela qual ela deu sua vida. Na Basílica de Sta. Clara, encontramos seu corpo incorrupto e muitas de suas relíquias.
-
Santa Clara de Montefalco. Seu corpo e seu coração incorruptos são venerados em Montefalco, Italia.

San Erminio Riccardo Pampuri,
Irmão Hospitalario de São João de Deus- Médico Cirurgião


-São Francisco Xavier
(se conserva en Goa, na India,
foi muito"maltratado" por caçadores de relíquias").

 

Santo Ignazio de Laconi
(com fina camada de cera)

Santa Imelda
-Santa Inês Mártir (muito maltratado, porém é uma santa das Primeiras Perseguições)

Jacinta Marto, beata (vidente de Fátima)
Morreu em 20 de fevereiro de 1920. Seu corpo repousa junto com o do Beato Francisco, no cruzeiro da Basílica, em Fátima.
 
São João Bosco (com camada de cera),
Morreu em 31 de janeiro de 1888, seu corpo permanece incorrupto na Basílica de Maria Auxiliadora em Turim, Italia.
Juan VianneySão João Vianney (com camada de cera)
Em 4 de Agosto de 1859, quando uma tempestade açoitava o povo de Ars, o Bispo M. Monnin lia estas palavras: "Que os santos anjos de Deus venham a seu encontro e o conduzam à Jerusalém celestial", o Cura de Ars encomendou sua alma a Deus. Seu corpo permanece incorrupto na Igreja de Ars, França.

 -São João Newman
sem tratamento nenhum de cera
B
ispo de Philadelphia, USA
 

 

-São João da Cruz Seu corpo permanece flexível até o presente.

São Liberato
M
ártir de Isernia
 

Santa Lucia, Mártir

-Santa Luisa de Marillac (com fina camada de cera),
-Santa Margarita de Alacoque (com camada de cera), em seu convento em Paray le Monial, França.
-Santa Margarita Redi (Monja Dominicana, muito maltratado).

Beata Maria de São José
Fundadora das Agustinas de Sta. Rita
com camada de cera

Beata Osanna de Mantua
(Monja Dominicana Estigmatizada: sem tratamento)

Santa Maria Francisca das Cinco Chagas


Venerável Maria de Jesus de Ágreda
 
(com fina camada de cera e cor para retratar a cor marfim de sua pele natural
Sua superiora Venerável Madre de Ágreda
também se conserva no mesmo Mosteiro: incorrupta

Santa Maria Mazzarello (com fina camada de cera)

Beata Mattia Nazarei

São Pío X
(com máscara de prata porque seu rosto não está
muito bem conservado, porém o corpo está)

 

São Riccardo Pampuri (Irmão da Ordem Juanina - Médico: sem tratamento nenhum, pele negra pelo enterro literal na terra)-
Rita de Cascia (Agustina, com tratamento muito posterior de cera),
Morre em 1457. A ferida do estigma em sua fronte desapareceu e em seu lugar apareceu uma mancha roxa como um rubí, a qual exalava uma deliciosa fragrância. Deveria ter sido velada no convento, mas pela multidão tão grande foi preciso ser velada na igreja. Permaneceu ali e a fragrância nunca desapareceu. Por isso, nunca a enterraram. O ataúde de madeira que tinha originalmente foi trocado por um de cristal e tem estado exposto para veneração dos fiéis desde então. Multidões partem em peregrinação a honrar a santa e pedir sua intercessão ante seu corpo que permanece incorrupto.

Se conserva na cidade de Puebla, México
-Santa Smeralda Eustochia Calafatto (Clarisa, corpo muito maltratado),
-São Sylvano Mártir (da época de Dioclesiano, com camada de cera para proteger)
Vicente de Paula, (com fina camada de cera),
Morre em 27 de setembro de 1660, pouco antes das quatro da manhã, hora que levantava para servir a Deus e aos pobres. Em 1712, 52 anos mais  tarde, seu corpo foi exumado pelo Arcebispo de Paris, dois bispos, dois promotores da fé, um doutor, um cirurgião e um número de sacerdotes de sua ordem, incluindo o Superior Geral Fr. Bonnet. "Quando abriram a tumba, ele estava igual que quando foi sepultado. Somente nos olhos e nariz se via algo de deterioração.
Contaram 18 dentes. Seu corpo não havia sido movido e se via que estava inteiro. Não se sentia nenhum cheiro e os doutores testificaram que o corpo não havia podido ser preservado por tanto tempo por meios naturais.
-Santa Vittoria (Mártir de Dioclesiano, e com tratamento de cera),
 
 

Stéfano Bellesini, Beato
(com camada de cera tanto o corpo como hábito),
séculos depois)

Sobre os Santos Incorruptos

Se planejou deliberadamente a rápida destruição dos corpos de três santos pondo  cal em seus ataúdes: São Francisco Xavier, São João da Cruz e São Pascoal Baylón. ( O cal deixa os ossos limpos em poucos dias.) Nos dois últimos casos se desejou acelerar a decomposição com cal para que seu traslado pudesse ser feito de forma mais conveniente e higiênica; querendo transportar somente seus ossos, em lugar de corpos meio apodrecidos. (2). Nos três casos a preservação triunfou. No caso de São Francisco Xavier, apesar do tratamento inicial com cal, de vários traslados, de amputação de membros,e o rude trato de seu corpo quando foi forçado a entrar em uma tumba demasiado pequena para seu tamanho, estava todavia em bom estado de conservação, cento e quarenta e dois anos depois (3).
A umidade na abóbada da tumba de São Carlos Borromeu, na Catedral de Milão foi tal, que causou a corrosão e apodrecimento da madeira de seu ataúde, chegando a umidade ao corpo, porém sem decompor-lo. Os restos de São Pacífico de São Severino foram enterrados sem ataúde diretamente na terra por indicação da regra de sua ordem, como no caso de Santa Catarina de Bologna (5). Ambos se mantiveram em perfeitas condições.

Santa Catarina Labouré, cinquenta e seis anos depois de sua morte, seu corpo foi encontrado perfeitamente branco e natural, e seu triplo ataúde se encontrava muito corroído. Foi tanta a umidade que penetrou, que parte de seu hábito se desfazia, como observaram os médicos examinadores. O corpo de Santa Catalina de Siena também suportou os abusos da umidade, p
orém foi encontrado sem ser afetado depois de haver sido colocado em um cemitério onde o Beato Raymundo de Capua disse que "estava muito exposto a chuva". A roupa sofreu severas deteriorações. (6).

São Charbel Makhlouf, foi enterrado sem caixão, como está recomendado na regra de sua ordem religiosa. Seu corpo foi encontrado boiando no barro dentro de una tumba inundada, durante a exumação feita quatro meses depois de sua morte, tempo suficiente como para permitir ao menos uma destruição parcial. Seu corpo, que se tem preservado perfeitamente como quando estava vivo, e flexível por mais de setenta anos, emite constantemente um bálsamo perfumado que tem sido reconhecido como verdadeiramente prodigioso. (7).
A conservação do corpo de São Coloman é bastante notável, pois seu corpo permaneceu suspendido em uma árvore na qual havia sido colocado por um período tão grande que todo o povoado achou realmente milagroso. (Um corpo exposto ao ar se decompõe oito vezes mais rápido que os enterrados, pela atividade dos microorganismos do ar)

Santo André Bobola foi parcialmente esfolado vivo, suas mãos foram cortadas e sua língua foi arrancada. Três horas de torturas e mutilações, o mataram serrando sua cabeça com uma espada. Seu corpo foi rapidamente enterrado por católicos abaixo da igreja jesuíta de Pinsk, onde foi encontrado quarenta anos depois perfeitamente preservado, apesar das feridas abertas, que normalmente favorecem e aceleram a corrupção.
Sua tumba estava úmida e suas roupas apodreceram pela proximidade de outros corpos em decomposição, mas seus restos mortais estavam perfeitamente flexíveis, sua carne e músculos estavam suaves ao tato, e o sangue que cobria as numerosas feridas se encontrava como sangue fresco que é congelado. A preservação foi reconhecida oficialmente pela Congregação de Ritos em 1835. Seu corpo permanece incorrupto, maravilhosamente conservado depois de trezentos anos. (8).

Quais são as razões desta estranha preservação da decomposição? Quem pode explicar por que essas relíquias permanecem intactas? Aparecimento de misteriosos perfumes..., a exudação de óleo, que é o fenômeno mais frequentemente verificado. Para mencionar somente uns poucos santos assim favorecidos, são os casos de Santa Maria Magdalena de Pazzi (9), Santa Julia Billiart, São Hugo de Lincoln (10), Santa Inés de Montepulciano, Santa Teresa de Ávila, São Camilo de Lellis, São Pascual Baylón.

FENÔMENOS que em muitos casos acompanham a INCORRUPTIBILIDADE.

O óleo que flui cada certo tempo, durante ciclos, do corpo do Beato Matías Nazzarei de Matelica, falecido em 1320.
A fenomenal conservação de São Charbel Makhlouf desde sua morte em 1898.
Em Toledo, Espanha, o corpo da Venerável Madre Maria de Jesus, companheira de Santa Teresa de Ávila, exala um perfume descrito como aroma de rosas e jasmins, e transpira um óleo que continua fluindo até o presente. O corpo de São João da Cruz estava exalando fragrância muitos anos depois de sua morte, e o corpo do Beato Angelo de Borgo Santo Sepulcro desprendia ainda um doce perfume cento e setenta e seis anos depois de sua morte. A misteriosa fragrância que se notou sobre o corpo de Santa Teresa Margarita do Sagrado Coração, se encontrou também em todos os objetos que ela havia usado durante sua vida.


O "odor de santidade", que foi percebido e testemunhado por pessoas de inquestionável integridade, é registrado para garantir sua existência.  Os observadores presentes na exumação de Santo Alberto Magno, feita duzentos anos depois de sua morte, ficaram assombrados por um perfume suave procedente das relíquias do Santo.
A doçura do aroma sobre o corpo de Santa Lucía de Narni se fixava em todos os objetos com que reverentemente tocaram a relíquia durante sua exposição durante quatro anos depois de sua morte. O perfume que frequentemente se notava ao redor de Santa Teresa durante sua vida, foi notado também pelas  irmãs de seu convento em Alba de Tormes, pelas descrições que tinham do aroma, durante a última exumação de seu corpo em 1914, mais de trezentos anos depois de sua morte.

O corpo de Santa Rita de Cascia está também exalando fragrância depois de mais de quinhentos anos. O perfume que se sentiu no corpo de São Vicente Pallotti no momento de sua morte persistiu por um mês no quarto em que faleceu, apesar de que se encontrava aberta a janela. Similar é o caso de São João de Deus, exceto que a fragrância que permaneceu no quarto de sua morte por vários dias, foi renovada ali durante muitos anos em cada sábado, no dia em que ocorreu seu falecimento.

Nos corpos conservados por mumificação, seja natural, ou artificialmente provocada não se observa este fenômeno. São corpos duros e rígidos. A rigidez dos membros começa poucas horas depois da morte. A maioria dos incorruptos não sofreram esta rigidez, permanecendo muitos deles flexíveis por vários séculos. Beato Alfonso de Orozco, cujo corpo estava flexível anos depois de sua morte; Santo André Bobola, quarenta anos, e Sta. Catalina Labouré, cinquenta e sete anos depois de sua morte.


O corpo de Sta. Catalina de Bologna estava tão flexível depois de anos de sua morte que pode ser colocado em posição sentada, forma em que ainda pode ser vista. O corpo da Beata Eustoquia Calafato também foi colocado na mesma posição, cento e cinquenta anos depois de sua morte. O corpo de São João da Cruz, morto em 1591, está perfeitamente flexível.

Outra condição que desafia as explicações científicas é a emanação de sangue fresco que procede de uma boa quantidade destes corpos, muitos anos depois de sua morte. Foi observado oitenta anos depois da morte de São Hugo de Lincoln, quando se separou a cabeça do tronco. Nove meses depois da morte de São João da Cruz, fluiu sangue fresco da ferida resultante de um dedo amputado.

Durante a exibição do corpo de São Bernardino de Siena, que durou vinte e seis dias depois da sua morte, uma quantidade de sangue vermelho brilhante saiu por seu nariz durante o dia vinte e quatro, como observou e registrou São João Capistran. Durante o exame médico do corpo de São Francisco Xavier um ano e meio depois de sua morte, um dos médicos inseriu seu dedo em uma ferida do corpo e retirou com sangue, que, como declarou, estava "fresco". A ferida mortal de São Josafat sangrou vinte e sete anos depois da sua morte.

Quarenta e tr
ês anos depois do falecimento de São Germán de Pibrac, mientras uns trabalhadores preparavam a tumba para outro ocupante, uma ferramenta que estavam utilizando, resvalou e danificou o nariz do santo, começando a sangrar (12). E finalmente, quarenta anos depois da morte de São Nicolás de Tolentino, um irmão leigo separou secretamente os braços da relíquia. Foi descoberto e seriamente repreendido quando um vasto fluxo de sangue delatou o ato sacrílego. (13) Fato que foi aceito como milagroso pelo Papa Benedicto XIV.

A
aparição de luz nos corpos e tumbas de alguns destes santos mostrava onde se encontravam. A santidade de São Guthlac foi afirmada por muitos testemunhos que viram a casa em que morreu envolta com uma luz brilhante, a qual procedia dali e se dirigia ao céu (14). O perfume que vinha da boca de São Luis Bertrand em seu leito de morte foi acompanhado por uma intensa luz que iluminou seu humilde quarto por varios minutos. Muitos outros santos foram favorecidos com esta iluminação, incluindo São João da Cruz, Santo Antonio de Stroncone, e Santa Juana de Lestonnac.
Talvez a manifestação divina mais impressionante ocorreu na tumba de San Charbel Makhlouf: A luz, que brilhou fortemente por quarenta e cinco noites em sua tumba, foi presenciada por muitos pessoas e finalmente terminou na exumação de seu corpo, descobrindo assim a incorrupção que até hoje pode ser vista.

Os incorruptos não podem ser classificados dentro das outras mumificações. A maior parte dos incorruptos nunca foram embalsamados nem tratados de nenhuma forma. O Papa Benedicto XIV, tomando todas as precauções que a cautelosa Igreja mantém nestes casos, incluiu dois largos capítulos titulados "De Cadaverum Incorruptione" em seu grande trabalho sobre a beatificação e canonização dos santos.

As únicas preservações que se consideram como extraordinárias são aquelas que mantém uma flexibilidade, cor e frescura semelhantes a quando os santos estavam vivos, sem intervenção deliberada. Estes estritos requerimentos são cumpridos por uma enorme quantidade de santos incorruptos. No caso de Santo André Bobola fue debatido por sucessivos Promotores da Fé e de Postuladores de sua Causa em 1739 e 1830, a condição do corpo, que estava mutilado pelas feridas infligidas durante seu martírio, foi finalmente aceitaptado sua incorruptibilidade pela Congregação de Ritos como um dos milagres requeridos para sua beatificação.
Este material é apresentado a quem em face à solidez dos argumentos e das imagens, pode ver com seus próprios olhos uma realidade aparente. Deus que não se mantém alheio a nossas vidas, senão que constantemente nos chama a seu lado, desejando para nós o maior dos bens existentes que é Ele mesmo. A presença ou ausência de fé determinará indubitavelmente a aceitação ou negação deste fenômeno de incorruptibilidade.

NOTAS
(1) "... quando os venerados restos de Santa Angela Merici foram tirados da urna, o venerado corpo se apresentava admiravelmente preservado e intacto, sem nenhum tipo de química...". Esta nota foi tirada do documento " Verbals of Recognition", que foi firmado pelo Rev. Canciller e pelo Mons. Gaffuri e muitos testemunhos. Esta informação foi dada pela 'Casa Santa Angela' en Brescia.
(2) 'O Santo da Eucaristia'. L. A. de Porrentruy. 1905.
(3) 'São Francisco Xavier'. The Wicklow Press. Nova York, 1952.
(5) A informação obtida foi tomada do material elaborado pelo santuário da santa, Mosteiro de Corpus Domini, Detto Della Santa, Bologna.
(6) A vida de Santa Catarina de Siena'. Beato Raimundo de Capua. P.J. Kenedy & Sons. Nova York.
(7) 'São Charbel, la Hermita do Líbano da Ordem Maronita Libanesa'. Monastério de São Marón. Annaya, Líbano.
(8) 'A vida de Santo André Bobola da Sociedade de Jesus, Mártir'. Cesare Moreschini. Bruce Humphries, Inc. Boston. 1939.
(9) 'Serafín entre ángeles. A vida de Santa Maria Magdalena de Pazzi'. Sor María Mínima. La Prensa Carmelita. Chicago. 1958.
(10) 'A vida de São Hugo de Lincoln' . Herbert Thurston, S.J. Bensinger Brothers, Nova York, 1898.
(12) 'Annales de Sainte-Germaine de Pibrac'. Redaction et Administration: M. le Curé. Pibrac. Junho e Outubro de 1968.
(13) O mosteiro Agustino e os arquivos do Bispo de Camarino possuem numerosos documentos confiáveis e autorizados sobre as relíquias de São Nicolas de Tolentino, e os fenômenos relativos a ele.
(14) 'Heróis e Santos Anglo-saxões'. Clinton Albertson, S.J. Fordham University Press. Nova York. 1967.


-Padre Jordi Rivero, , com a contribuição de dados fotos de Padre Fray Pío de Jesús Crucificado, Franciscano, Cocula, México.
Artigos e fotos extraídas do site http://www.corazones.org/santos/santos_temas/incorruptos4.htm
Traduzido por Carlos Orlando
 

Parapsicologia (Milagre)

Incorrupção

No livro do Eclesiastes, se lê esta frase: "Lembra-te que és pó. E ao pó retornarás". Além de lembrar ao homem sua condição perecível e transitória, esta sentença recorda a aniquilação física, a decomposição do organismo, após a morte. A realidade é constatada quase universalmente. Digo quase universalmente, por se darem exceções, embora raríssimas, de não decomposição física. Exceção esta conhecida pelo nome de Incorrupção.
     A Incorrupção é a preservação do corpo humano da deteriorização que comumente afeta todo organismo poucos dias após a morte. É evidente que são excluídas as mumificações, as saponificações e outros processos químicos de preservação dos corpos dos mortos; seriam incorrupções artificiais.

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Corpo incorrupto de Santa Bernadette Soubirous

      O primeiro documento de autenticidade indiscutível que relata uma Incorrupção, data do século IV e é redigido por Paulino, secretário de Santo Ambrósio, Bispo de Milão: este documento é redigido em forma de carta dirigida ao Bispo de Hipona, Santo Agostinho. Paulino descreve o descobrimento feito por Ambrósio: "Por este tempo, ele (Ambrósio) encontrou o corpo do mártir Nazário que se encontrava enterrado num jardim fora da cidade de Milão; recolheu o corpo e o transladou para a Basílica dos Apóstolos. No túmulo foi encontrada a cabeça que fora decepada pelos inimigos, em perfeito estado, como se tivesse apenas sido colocada junto ao corpo, do qual emanava sangue vivo e uma fragrância que superava todos os perfumes. Tinham transcorrido 200 anos do martírio.
      Mais preciso e mais digno de crédito é o relato de Eugippius acerca do corpo de São Severino, bispo de Noricum, morto em 482. Seis anos após sua morte, o corpo foi encontrado incorrupto. Embora existam muitos outros casos a partir do século IV até o século XVI, interessam-nos mais as preservações a partir do século XVI, por possuirmos fontes históricas mais comprovadas e mais fidedignas.
      Em 19 de outubro de 1634, falecia a Madre Inês de Jesus, priora de Langeac. Seu corpo, sem sofrer qualquer processo de extração de entranhas ou de embalsamento, foi sepultado na sala capitular, ao lado de outros membros da comunidade. Passados alguns anos, o Sr. Bispo, em vista do processo de Beatificação, ordenou que seus restos fossem exumados. O corpo foi encontrado sem sinal de decomposição. Transladações e verificações foram realizadas até o ano de 1770. Em 1698 e 1770, cientistas, cirurgiões e médicos declararam que humanamente, a preservação do corpo era inexplicável. 
      São Vicente de Paula faleceu em 1660, para atender aos pedidos de canonização a exumação do corpo foi feita em 1712, depois de mais de 50 anos de sua morte. Aberto o túmulo, na expressão de uma testemunha ocular "tudo estava como quando foi enterrado". Quantos puderam vê-lo, observaram que seu corpo estava em perfeitas condições e os médicos atestaram que o corpo não podia ter sido preservado por meio natural algum, durante tanto tempo.
      A beata Maria Ana de Jesus, terciária da ordem de Nossa Senhora da Redenção, nascida em Madrid e falecida na mesma cidade em 1642; teve o corpo preservado da decomposição. Pouco depois de sua morte, o Cardeal Treso, Bispo de Málaga e presidente da Castela; que a conhecera pessoalmente em vida, no processo de beatificação, declara Ter estado presente na primeira exumação e afirma: "Eu ví e me assombrei ao presenciar que o corpo morto há anos, sem que tivessem sido retiradas as vísceras ou embalsamado, pudesse estar tão perfeitamente conservado que nem sequer o abdômen e nem as faces oferecessem sinal de deteriorização, com exceção de uma mancha nos lábios, embora esta já a tivesse em vida".
      Em 1731, tendo já transcorridos 107 anos da morte da Serva de Deus, teve lugar uma inspeção oficial e mais completa, por ordem das autoridades eclesiasticas interessadas na causa da Beatificação. Os restos mortais se apresentavam suaves, flexíveis e elásticos ao tacto. Esta investigação teve lugar em Madrid, tendo sido fácil reunir médicos e peritos. Nove professores de medicina e cirurgia tomaram parte nas investigações e depuseram como testemunhas. Foram feitas incisões na parte carnosa e no peito; foram estudados os orifícios naturais por onde poderiam Ter sido introduzidos preservativos contra a putrefação. Foi uma verdadeira dissecação.
      Após completar as investigações, os médicos declararam: " Os órgãos internos, as vísceras e os tecidos carnosos, estavam todos eles intactos, sãos, úmidos e elásticos".
      Baseada nesse testemnho, a Congregação dos Ritos aceitou a preservação como fato milagroso, apesar de 35 anos mais tarde, antes que fosse publicado o decreto de beatificação, uma terceira inspeção revelasse que na oportunidade, o corpo já não era mais flexível e brando. Os rtecidos tinham endurecido, mas não estavam decompostos.
      Do relato aparece claramente que o corpo da Beata fora preservado da corrupção, não devido a um processo de saponificação ou de mumificação. Seria incrível que competentes cirurgiões, após as incisões e os exames das vísceras, descrevessem os tecidos como sãos e intactos se os mesmos se tivessem se convertido numa massa adipoeira. Além do mais, eles insistem que o corpo, cem anos depois da morte, estava elástico e perfeitamente flexível, enquanto que outros corpos enterrados na mesma cripta, tinham seguido a lei natural da decomposição.
      Uma outra narração nos chama a atenção; é a do mártir jesuíta André Bobola, que tendo combatido com sua palavra, os cismáticos russos, tornando-se conhecido como o "apóstolo de Pinsk", atraiu o ódio de seus adversários, os cossacos; e foi submetido a um cruel martírio. Em mãos dos cossacos, e recusando-se a aceitar o cisma russo, foi açoitado , ultrajado de uma maneira incrível. Foi praticamnte esfolado vivo, cortada uma mão, enfiados estiletes de madeira por debaixo das unhas, arrancada sua língua, e sua fisionomia tão deformada que mal parecia homem. "Sangrava, afirmava uma testemunha, como um boi no matadouro". Após horas de tormento, saciados já os sanguinários e dando apenas sinais de vida, desferiram-lhe um golpe de espada na garganta. Após jogar o deformado cadáver numa esterqueira, retiraram-se os cossacos e os católicos recolheram os restos mutilados e os enterraram às pressas na cripta da Igreja dos Jesuítas, em Pinsk.
      Quarenta e quatro anos mais tarde, o reitor do colégio dos jesuítas de Pinsk, por uma visão ou sonho que acreditou ser sobrenatural, fez uma investigação para encontrar o corpo do mártir. Foi encontrado, segundo todas as aparências, exatamente no mesmo estado em que fora depositado: com as mutilações, continuava integro e incorrupto; as articulações continuavam flexíveis; a carne, nas partes menos afetadas pelas mutilações era elástica e o sangue que cobria o cadáver parecia recém-coagulado. O último exame ordenado pela Santa Sé, teve lugar e 1730- setenta anos depois da morte. Seis eclesiásticos e cinco médicos mantiveram as declaraçoes anteriores. Também eles declararam que o corpo, exceto as feridas causadas pelos assassinos, estava intacto; a carne conservava-se flexível e que sua preservação não poderia ser atribuída a uma causa natural. Em 1835, a preservação do corpo foi aceita pela Congregação dos Ritos, como um dos milagres exigidos para a beatificação. Segundo testemunhas, nenhum corpo dos depositados na cripta onde se encontrava o corpo de André Bobola foi preservado.
      Não se pode afirmar que tal fato pertença somente aos séculos passados; Santa Madalena Sogia Barat, fundadora da sociedade do Sagrado Coração, faleceu em 1865; vinte e oito anos mais terde, seu corpo foi encontrado quase pefeitamente inteiro, embora o ataúde estivesse parcialmente podre e recoberto de mofo. Imunidade idêntica foi outorgada a Joào batista Vianney, o célebre Cura De Ars que morreu em 1859 e foi beatificado em 1905. Identico privilégio coube à vidente de Lourdes, Bernardete Soubirous; faleceu em 1879 com a idade de 34 anos. Em 1909, passados 30 anos, o corpo foi exumado e uma testemunha afirma:"Nào havia o menor indício de corrupção. Seu rosto aparecia levemente escurecido e os olhos um tanto afundados, parecendo estar dormindo. O corpo foi novamente encerrado num ataúde juntamente com um informe do estado em que foi enontrado.
      Poderíamos continuar a enumerar fatos, mas os já citados são suficiente para dar um idéia do fenômeno da Incorrupção e sua inexplicabilidade. Digo inexplicabilidade, porque, apesar de existirem outros tipos de incorupção, não coincidem com a exposta. 

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     Corpo incorrupto de Santa Catarina Laboure

Corrupção total do corpo e preservação integral de certos órgãos- Se a preservação total ou parcial da corrupção de alguns corpos é um assunto intrigante para a ciência e enigmático também para a Igreja, para a qual a simples constatação da incorrupção não é critério de santidade, e portanto, milagre evidente, muito mais intrigante e enigmática é a preservação de um determinado membro de um corpo que foi reduzido a pó. Será, logicamente, muito mais difícil para a ciência encontrar uma explicação para tal preservação e um caminho muito mais aberto e claro para a Igreja afirmar o fato como miraculoso.
      Nenhum exemplo poderia mser mais sugestivo para discernir a Providência Divina do que a preservação parcial do coração de santa Brígida, da língua de Santo Antonio, de São João Nepomuceno e da beata Batista Varani.
      Santa Brígida, da Suécia faleceu em 23 de julho de 1373. Seus restos mortais foram exumados; tudo estava reduzido a pó encontrando-se o coração incorrupto.
      A atitude da Igreja Católica mostrou-se sempre muito cautelosa perante fatos inusitados, inclusive perante a incorrupção dos corpos de pessoas santas. Num levantamento feito pelo competente e autorizado studioso de Parapsicologia, Pe. Herbert Thurston . S.J, com 42 santos célebres por sua vida, obra e santidade, entre os quais muitos foram encontrados incorruptos depois de anos, assevera o mesmo autor que nenhum deles foi canonizado por ter sido preservado da corrupção.
      Há aqules que afirmam que a sobriedade na comida e na bebida, característica de todos os ascetas, podem modificar completamente as condições do metabolismo normal e tende a aliminar certa classe de micróbios que são mais ativos no processo de putrefação; poderíamos replicar que existem muitas pessoas pobres ou doentes ou por opção que são abstêmias, e uma vez mortas, a lei da decomposição as acompanha normalmente.
      A experiência comum mostra que não concorrendo condições extremas excepcionais, por exemplo, um frio intenso, a decomposição chega, mais cedo ou mais tarde e que antes de passados 15 dias da morte, são visíveis os primeiros sinais. 

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      Corpo incorrupto de São João Vianney

      E o problema tornar-se-á ainda mais insolúvel para o cientista ao constatar que as incorrupções são verificadas em místicos e santos. ( em ambiente religioso.).
      Muitos segredos da natureza já foram desvendados, dado o contínuo progresso das diversas ciências. Há outros, entretanto, que são indescifráveis porque não só superam as forças e leis da natureza, como também, e isto é significativo, são característicos do catolicismo, e só dele.
      Não consta historicamente, apesar de aprofundadas pesquisas na procura, que pessoas de outros credos e em qualquer outro tempo, tenham manifestado ausência de rigidez cadavérica. No catolicismo, ela é exclusiva de pessoas que em vida, manifestaram uma santidade excepcional, mas não de todos os grandes santos, pois nenhum milagre tem regras fixas.
      O primeiro caso de que temos notícias data de 1160 e a primeira pessoa em que foi verificado foi Rainerio de Pisa. Quem relata o fato é um contemporâneo e,ao que tudo indica, digno de crédito. "Seus menbros não demonstravam depois da morte, nenhum sinal de rigidez. Pelo contrário, conservavam-se úmidos e molhados de suor e eram tão flexíveis como os de um homem vivo".
      Pouco mais de meio século depois (1226), ocorreu a morte de São Francisco e Assis. O novo superior da Ordem, o irmão Elias, num comunicado aos demais confrades, descreveu minuciosamanete como durante os últimos dias, Francisco era incapaz de levantar a cabeça. Seus membros "estavam rígidos como os de um morto". Mas depois de sua morte... os membros antes rígidos se tornaram flexíveis.
      Pelo menos 50 casos bem estudados de ausência de rigidez cadavérica existem entre santos da Igreja católica, desde o século 12 até nossos dias.

EXEMPLOS... 
      Parece oportuno agora falar um pouco sobre o aspecto fisiológico da questão do "Rigor mortis".
      Thurston revisou os manuais clásicos ingleses, franceses, alemães, espanhóis e italianos sobre jurisprudência médica: "Não descobri nenhum que reconhecesse a possibilidade de alguém estar isento da rigidez cadavérica".
      Há alguma variação com respeito a hora do aparecimento e término da rigidez: pode variar algumas horas dependendo do clima e do continente. Para a Inglaterra, por exemplo, o Prof. Glaister declara: "Ordinariamente a rigidez começa no pescoço, mandíbula e no rosto, cinco ou seis horas após a morte. Após dez horas, abrange toda a parte superior do corpo, e doze a dezoito hras após a morte, afetará todo o corpo". Segundo E. Harnack, médico alemão, na maioria dos casos, a rigidez chega a ser completa no prazo de 5 a 6 horas após a morte.
      "Com toda a probabilidade, a rigidez terminará na maioria dos casos, transcorridas 36 horas", dando origem à corrupção. Segundo os clássicos alemães, porém, a rigidez cadavérica dura habitualmente 72 horas.
      O "rigor mortis" pode demorar em aparecer até 16 horas após a morte e permanecer até 21 dias, mas ambos são casos e circunstâncias raríssimas, como determinadas substâncias usadas na medicação. Nas doenças de consumpção, de curta ou prolongada duração, a rigidez pode começar imediatamente após a morte e desaparecer logo, iniciando-se imediatamente a putrefação.
      O número de casos em que não se verificaram traços de rigidez cadavérica é grande para enumerar e discutir um por um. 

Cadáveres que destilam óleo-
 
     Surpreendente constatação: Certos cadáveres, anos após a sepultura e até séculos depois, destilam um líquido semelhante ao óleo vegetal. Outros, em idênticas condições, sem causa que o justifique, emitem água.
      É relativamente comum que este líquido brote de qualquer incisão feita nos corpos preservados da corrupção.
      Os católicos gregos, antes do cisma da Igreja oriental, tinham um nome especial para determinados e numerosos casos de cadáveres de santos: "movoblútai", isto é, "destiladores de óleo".
      O Papa Bento XIV exige (e garante nestes casos) para afirmar a realidade do prodígio da água e do óleo, que tenham sido removidas todas as causas naturais, como a infiltração da água ou a possibilidade de Ter sido colocado algum líquido. Os restos mortais devem ficar em lugar apropriado e completamente seco, excluindo-se qualquer possibilidade de intervenção humana.
     Aqui nos defrontamos com um fenômeno de todo inusitado e inexplicável para o qual a ciência não pode encontrar nenhuma explicação razoável e satisfatória, apesar de tratar-se de casos fáceis de examinar e constatar qualquer vestígio de explicação, caso esta fosse possível. A evidência do fato é indiscutível.
      A Parapsicologia não encontra sequer uma hipótese que possa dar uma pista ou tênue esperança de solução. A Parapsicologia no seu caminhar no esudo do maravilhoso, se defronta, uma vez mais, com o absoluto Senhor da Vida, que pode manifestar-se igualmente na morte, para testemunhar a Doutrina e santidade de seus santos.

Revista de Parapsicologia 30.